quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Era uma vez o sol, então eu o matei."

Queria escrever algo sobre o sol, e isso foi o melhor que consegui: um texto direto, sucinto e que não deixa margem de erro ao expressar meus sentimentos. Talvez tenha ficado somplório demais, fico com a impressão de que ele carece de uma introdução à altura do astro celeste. Vou tentar novamente:

"Há muito tempo atrás, numa galáxia distante, havia o sol. Então, eu o matei."

Matar o sol... hum, talvez seja pouco pra ele. Sabe quando acontece nos filmes dos caras não matem os inimigos porque a morte é "boa demais"? Seguindo esse raciocínio, o Sol merece algo mais, já que eventualmente ele vai morrer de qualquer jeito. Mas o que? Não é tão fácil assim castigar o Sol. Eu acho legal blasfemar que as coisas "queimem nas chamas do inferno", mas pro Sol isso seria a mesma coisa que falar "pau no seu cu!" pra um viado. Talvez seja melhor atacar na moral:

"Há muito tempo atrás, numa galáxia distante, havia o sol. Então, eu o joguei na parede, chamei-o de lagartixa e urinei naquilo que ele chama de fogo."

Pronto, agora sim. Ou tá com muita cara de violência gratúita?
Acho melhor justificar um pouco esse ódio todo:

"Há muito tempo atrás, numa galáxia distante, havia o sol, e ele era quente, MUITO quente. Então, eu o joguei na parede, chamei-o de lagartixa e urinei naquilo que ele chama de fogo."

Melhor assim, agora só dar uns toques finais. Podia fazer ela no estilo daquelas histórias vitorianas em que tem um resumo do capítulo no começo, algo do tipo:

-Capítulo I-
"Aquele em que o jovem Robson se farta do calor excessivo naquela Ilha de merda e vê apenas duas saídas para o seu problema: ir embora para um lugar frio ou engajar num combate de proporções galácticas com sua estrela arquiinimiga."

Tá, chega, cansei de escrever, não tenho talento mesmo, e já perdi a vontade, assim como perco a vontade de fazer qualquer coisa com esse calor infernal.
Aliás, boas novas, parece que o céu está caindo la fora. O sol se foi, por hora, e tomara que não volte por um bom tempo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Efeito Borboleta

Ainda lembro, como se fosse ontem, daquela tarde em que ouvi pela primeira vez palavras a seu respeito. Estávamos no meio do inverno, mas a tarde era quente, como quase todas as tardes nessa ilha. Era uma daquelas sextas-feiras pelas quais tanto ansiávamos, quando tínhamos como amantes apenas a bola, a tabela e a quadra, numa busca contínua pela intimidade que então nos era praticamente desconhecida.

Eu paro, balanço o cabelo da frente dos olhos; Seguro a bola com firmeza, como ensinou Maravich; Miro a tabela por alguns instantes e salto, mandando a bola ao seu encontro.
Sem sucesso.
Caminho em direção a bola e sou alvo de uma rajada de palavras:
"... amigas... conhecer... sair...?".
Encaro o dono das palavras, buscando uma justificativa para as tais.
"... Capinzal... histórias... conhecer."
Chego até a bola.

Me soavam estranhas tais palavras, meio que deslocadas, talvez. Mas não se parecem assim
todas as palavras quando se ouve alguém que nunca proferiu-as fazê-lo? Por dois segundos, talvez menos, ponderei a atual situação e respondi: "Vamos."

Voltei minha atenção para minhas amantes recentes ao passo que palavras como "festa" e "hoje" cruzavam o ar, dividindo o espaço com as bolas errantes, sem saber que se passariam semanas - nas quais essa história permaneceria esquecida - até que eu a visse pela primeira vez;
Sem saber que acabare de presenciar o bater de asas de uma borboleta que viria a desencadear um turbilhão de acontecimentos e sentimentos que me fariam, cinco meses mais tarde, desistir de tentar pegar no sono e escrever - à luz débil e azul do celular - sobre este dia longínquo que poderia muito bem ter sido ontem e que acabou se tornando o prefácio de uma história ainda não terminada e, acima de tudo, sobre ela.

=0

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sonho I - Tudo começa em Pizza

Arthur me liga chamando pra ir na pizzaria, aceito o convite e saio para encontrá-lo.
No caminho ligo para o João e acho o Talico na rua, vamos então os três até o ponto de encontro, que é um restaurante chique com portas e paredes de vidro.
Não é a pizzaria, é só um restaurante onde o Arthur está. Depois de alguns instantes procurando conseguimos avistar o Arthur la dentro, jantando com alguém - não foi muito fácil porque apesar das portas e paredes serem de vidro a iluminação do lugar é bem fraca, talvez apenas luz de velas, e avermelhada, sem falar que o lugar estava lotado.

Acho meio estranho o fato do Arthur estar num restaurante antes de ir na pizzaria, mas penso que talvez ele esteja apenas tomando uma taça de vinho com alguém ou algo que o valha.
Logo ele nota nossa presença la fora e vem avisar que está quase acabando e que se juntará a nós dentro em pouco.
Talico começa a ficar impaciente porque ta morrendo de fome e pega o celular
do joão pra ligar pro Arthur. Eu falo algo do tipo "para, deixa ele comer sossegado, depois a gente vai" mas o talico me ignora e liga mesmo assim.
Olho pro lado e vejo que tem fogos de artifício roxos ao longe.
Arthur se levanta da mesa e vem ao nosso encontro, de longe ja vejo que ele ta meio irritado. Ele sai e eu falo "cara, pode voltar la e comer, de boa, a gente espera" ele responde algo do tipo "agora ja era, vamo pra pizzaria"

Então eu olho pro horizonte e percebo que o que até então eu achava que eram fogos de artifício é na verdade a aurora boreal! Eu sinalizo pros meus amigos, todo empolgado porque nunca tinha visto isso ao vivo, mas eles nem ligam. O único que se manifesta é o arthur com um "ah, massa".

Saímos dali e começamos a subir um prédio, andar por andar. Todo andar tem umas mulheres fazendo algum tipo de propaganda, como se quisessem que a gente "escolhesse" aquele andar. Acabamos indo até o último, que vem a ser uma espécie de casinha de madeira velha, bem em cima do prédio.
Entro la (estou sozinho agora) e tem uma guria de uns 17 anos sentada no sofá. Ao que parece está subentendido que a gente vai usar a casa delas pra fazer uma festa ou algo que o valha; também mora ali a mãe (ou vó) da menina. A menina comenta, revoltada "Ah, ontem saí querendo fazer um sexo, mas nem consegui nada" e eu penso "4 palavras.. MEU DEUS QUE PUTA!", ainda assim falo pra ela "Vou te passar meu telefone então, daí da próxima vez tu me liga e te arranjo um amigo!". Ela ri e diz "beleza!".

Chegam então o João e o Mateus, o joão carregando um monte de carne e bebida, e o mateus com 4 lasanhas ENORMES, mal conseguindo andar. Colocamos tudo no freezer e vamos sentar no sofá. Ficamos la conversando e de repente chega a irmã do Mateus com uma amiga,
parecem bêbadas as duas, ficam rindo de qualquer coisa que a gente fale.

Corta a cena (não sei se eu esqueci um pedaço do sonho ou se acabou por ai essa parte) e estamos andando numa estrada de chão. Passa um carro antigo e eu tiro uma foto dele com a estrada meio deserta. Decido seguir até o final da estrada, na esperança de tirar outras fotos legais, não sei onde foi parar todo mundo.
No final da estrada tem um penhasco que da num vale enorme e muito bonito, cheio de vegetação exótica, plantas coloridas e formações rochosas fisicamente inviáveis.

Começo a tirar várias fotos, todo feliz, e então percebo algo mais impressionante: um canto do vale é coberto, formando uma espécie de gruta gigante (na falta do vocabulário correto referente à forma de relevo em questão). E nessa caverna se estende o castelo que tem do meu lado. Sim,
tinha um castelo do meu lado, e eu nem tinha notado!!
Ele se estende pelas paredes e teto da gruta, muito impressionante, tento tirar uma foto pegando todo o castelo mas não consigo de jeito nenhum!

Quando me dou conta, estou dentro do castelo! Penso "como diabos vim parar aqui?" Não encontro explicação racional e decido dar uma explorada. Escuto um barulho tipo "tec", o chão começa a tremer e as portas começam a se fechar. Eu corro mas não consigo chegar a tempo!
Penso "preciso quebrar essa porta, não deve ser difícil, parece meio frágil"
Então eu puxo minha metralhadora! O.o
É uma daquelas que os alemão usavam na segunda guerra, o talico deve saber o nome.
Miro na parte da fechadura (que não faz sentido ja que a porta não tem fechadura) e puxo o gatilho. Mas, ao invés de sair um tiro, sai um pedaço pontudo de metal tipo uma talhadeira, que fica indo pra dentro e pra fora do cano da arma. Eu fico com uma cara de "WTF?!", então percebo que a parede é mais frágil de um dos lados da sala e vou correndo na direção dela, me jogo e
consigo sair, quebrando a parede.

Me dou conta então que quero entrar de novo pra explorar o resto do castelo, vejo que tem uma fila e um cara coordenando a fila, ele me diz que pra entrar de novo preciso entrar na fila. Eu desisto porque não to afim de ficar numa fila esperando (afinal isso é um sonho, tenho mais coisa pra fazer).
De repente me dou conta que eu não sou eu, mas sim um mago amigo meu (eu já desconfiava disso no castelo, mas ainda estava meio confuso), como se eu estivesse dando um passeio no corpo dele. E o nosso inimigo está atrás de mim (do mago, no caso), não sei exatamente quem é esse nosso inimigo, só que ele é poderoso e tenho medo dele.

Então ele aparece e tenta me matar, eu começo a me teletransportar pra todo lado, mas ele sempre antecipa meu movimento (rola um efeito legal de fumaçinha preta na hora do meu teleporte, tipo do noturno do x-men). Eu assisto toda essa cena em terceira pessoa, sabendo que o mago não vai conseguir fugir por muito tempo.
De repente estou dentro do mago de novo, consigo ver chão distante e sentir o vendo passando. Sinto uma presença atrás de mim e me dou conta que é meu inimigo. Nem tento esboçar uma reação, sei que já é tarde demais, que a batalha foi perdida, mas nem me sinto muito mal por isso, eu sabia que era inevitável. Começo a cair em direção ao chão, minha visão vai escurecendo e eu acordo!

sábado, 12 de setembro de 2009

Se7e Pecados Capitais

Acho que esse é o conceito da tradição cristã que mais me agrada. Talvez em parte por ter dado a luz a um dos meus filmes favoritos (http://www.imdb.com/title/tt0114369/), porque a parte que acho mais legal mesmo é a de personificar os pecados.
Um dia desses, não sei por qual motivo, me peguei pensando qual seria o pecado capital que melhor me descreve. Logo de cara cheguei na possível conclusão, mas não satisfeito resolvi me aprofundar e fazer uma análise mais detalhada.
Pra começar, fiz um teste (quiz) online, o primeiro que achei no google. Eis o resultado:

Minha constatação sobre o resultado: Quase certo, exceto pelo "wrath". Sinceramente, acho que Ira deveria ser a menor barrinha desse gráfico pra mim, e ai de quem não concordar, encho de porrada!

Tentei achar outros testes online, mas eram todos escrotos, esse aí é o melhorzinho, aí vai o link pra quem se interessar (é em inglês)
http://www.4degreez.com/misc/seven_deadly_sins.html

Frustrado com o resultado do teste online, resolvi deixar nas mãos da pessoa que eu mais confio: Eu.
Uma análise mais detalhada, com direito a porcentagem, de cada pecado capital e "quantos %" de cada estão presentes em mim, fazendo somar 100 no final, pra ficar mais bonitinho.

Começando do menor para o maior, pra dar mais emoção:

Wrath (Ira) 3%
Segundo a Wikipedia:
"...also known as anger or "rage", may be described as inordinate and uncontrolled feelings of hatred and anger. These feelings can manifest as vehement denial of the truth, both to others and in the form of self-denial, impatience with the procedure of law, and the desire to seek revenge outside of the workings of the justice system and generally wishing to do evil or harm to others."

Olha, as vezes eu desejo o mal pros outros, mas não passa muito disso. E quem me conhece sabe que eu sou o que há de pacífico, então creio que 3% ta de bom tamanho.

Lust (Luxúria) 10%
Segundo a Wikipedia:
"...is usually thought of as excessive thoughts or desires of a sexual nature. Aristotle's criterion was excessive love of others, which therefore rendered love and devotion to God as secondary."

Esse negócio de pensamentos excessivos e desejos sexuais acho que é uma fase que a maioria das pessoas passa quanto tem lá seus 15 anos. Bom, alguns acabam ficando nessa fase.
Se por um lado essa é a razão para a porcentagem ser baixa, a razão pra ela não ser tão baixa assim é a parte que fala sobre dar mais "devoção" a isso do que a Deus; nesse grupo eu me incluo.
Agora, o que não me agrada sobre a luxúria é que é o mais pop dos sete pecados, ou pelo menos me parece ser. Aposto um coelho que se você sair por ai perguntando pras pessoas qual dos pecados define elas melhor, a grande maioria vai ser luxúria. Não digo que não possa ser verdade, mas acho que a maioria faz por ser de certa forma "poser", o homem pra posar de "comedor", a mulher.. bom, deixa estar, já deu pra pegar a idéia.

Sloth (Preguiça) 12%
Segundo a Wikipedia:
"...spiritual or actual apathy, putting off what God asks you to do, or not doing it or anything at all"

Bom, preguiça todo mundo tem um pouco, mas tem tanta gente que é mais preguiçosa que eu, então eu nem me considero tão preguiçoso assim.

Greed (Ganância ou Avareza) 15%
Segundo a Wikipedia:
"...is an excessive desire to acquire or possess more than what one needs or deserves, especially with respect to material wealth."

Eu já fui mais ganancioso um dia, acho que todo mundo é até se tocar o que realmente importa (Sim, isso soa clichê pra caralho, mas fazer o que...).

Envy (Inveja) 17%
Segundo Dante:
"love of one's own good perverted to a desire to deprive other men of theirs"

Esse aqui nem vou ficar justificando muito, acho que a maioria das pessoas sente muito mais do que demonstra.

Pride (Orgulho) 20%
Segundo a Wikipedia:
"...a desire to be more important or attractive than others, failing to acknowledge the good work of others, and excessive love of self"

Lá no fundo todo tem esse desejo de ser importante ou atrativo com o fim de ser aceito, só que algumas pessoas se passam. De modo semelhante falta amor próprio a algumas pessoas.
Dois dias atrás quando comecei a escrever esse post tinha dado bem menos imprtância pro orgulho, tinha deixado ele com 12%, mas de la pra cá pensei mais sobre o assunto, conversei com algumas pessoas, pensei em certas situações e cheguei a conclusão de que, apesar de repudiar o Orgulho, sou muito mais orgulhoso do que imaginava, ou do que gostaria de ser.

Gluttony (Gula) 23%
"...is the over-indulgence and over-consumption of anything to the point of waste"

No final das contas acho que gula é o pecado capital que melhor me define, não que eu seja um guloso de marca maior, mas por falta de um que me defina melhor, tanto é que as porcentagens ficaram bem próximas.
Me considero guloso porque eu sou do tipo que continua comendo enquanto houver comida e continuo bebendo enquanto houver bebida, não importa se não tiver mais fome ou cede. E, como sempre digo, eu como porque gosto, não porque preciso.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Personalidade

Certo dia um amigo meu falou que uma forma de você definir a personalidade de uma pessoa é analisando as coisas na escrivaninha dela. Resolvi então fazer uma análise da minha, só pra ver se eu sou quem eu realmente acho que sou ou algo que o valha.
Como minha escrivaninha é a mesa do computador, vou começar pelo próprio computador: A característica mais notável dele é que ele é preto, ou seja, logo se vê que não sou racista. Ok, brincadeiras à parte, acho bem mais bonito computador preto do que beje/branco-amarelado.
No gabinete, no monitor e nas caias de som tem adesivos do Pikachu. Quem é mais chegado sabe que Pikachu é o nome do meu computador, e que ele ganhou esse nome pq costumava dar choque em quem o tocasse. Ultimamente ele anda apitando, talvez eu mude o nome dele...
Significado no final das contas: eu gosto de pokemon.
Agora o resto, ao lado esquerdo do monitor:

- Uma gaita de boca
O que quem vê imagina: O cara toca gaita de boca! Ê trem bão!
A realidade: Até tentei tocar, mas fiquei com preguiça de aprender sozinho.
O que significa no final das contas: Que eu gosto de música

- 2 Bonequinhos do Batman, 1 do Joker e 1 outro que não sei quem é pra ser
O que quem vê imagina: Cara é fã do Batman/Super Heróis
A realidade: Eu até gosto do Batman, mas gostava mais quando era moleque. Não sou la muito chegado em super-heróis. Eles tão ali pq ganhei de aniversário do Tharak no ano passado.
O que significa no final das contas: Que eu tenho amigos!

- 1 Bonequinho do Trunks
O que quem vê imagina: Otaku, fã de Dragon Ball, bixona.
A realidade: Foi um dos meus animes preferidos quando era moleque, e eu realmente gostava do Trunks. Eu comprei la nos EUA, na embalagem vieram junto bonecos do Cell e do Goku. O do cell dei pro Dexter e do Goku pro Mateus.
O que significa no final das contas: Mais um token de amizade.

- Vidrinho de amostra grátis de perfume
O que quem vê imagina: "Vai ver esqueceu ali"
A realidade: Esqueci ali
O que significa no final das contas: Que eu não sou lá muito organizado

- Carta de Elma-chips da Emma Frost
O que quem vê imagina: "É uma x-men? Nunca vi no filme.."
A realidade: Tá aí pra colocar copo em cima.
O que significa no final das contas: Que eu me importo com a minha escrivaninha

- Pedaços de papel com anotações de RPG
O que quem vê imagina: nerd
A realidade: Fico tendo idéias no trabalho e escrevo no bloco de notas
O que significa no final das contas: nerd

Agora, do lado direito:

- Duas palhetas
O que quem vê imagina: O cara toca violão
A realidade: Toco (mal) violão
O que significa no final das contas: Novamente, que eu gosto de música.

- Dois carrinhos do Speed Racer
O que quem vê imagina: Fã! Go speed racer, go!
A realidade: Nem curto na real, odiava o desenho, mas o filme é legalzinho até. Tão aí pq ganhei do Mateus.
O que significa no final das contas: Novamente, amizade.

- Marcador permanente azul
O que quem vê imagina: "Empresta pra eu colocar nome nuns DVDs?"
A realidade: Uso pra escrever em cds/dvds.
O que significa no final das contas: Que eu uso pra escrever em cds/dvs, oras, pra que mais usaria?

- Carta de Magic voltada pra baixo
O que quem vê imagina: nerd
A realidade: ta ali pra colocar copo em cima
O que significa no final das contas: nerd

- Xícara
O que quem vê imagina: "Será q algum dia ele lava essa xícara?"
A realidade: Lavo sim!
O que significa no final das contas: Que eu tomo MUITO café.

- Prendedor de Roupa
O que quem vê imagina: "MacGyver esteve aqui?"
A realidade: Devo ter esquecido ele aí
O que significa no final das contas: Novamente, que não sou muito organizado.

- 2 Post-it's
O que quem vê imagina: Que eu sou esquecido e preciso dessas coisas
A realidade: Eu normalmente lembro de tudo, menos de usar essas coisas..
O que significa no final das contas: Que alguém me deu isso e eu tentei usar, mas acabaram ficando ai

- Dinheiro
O que quem vê imagina: "Ta sobrando!"
A realidade: Dexei ai pra não esquecer de pagar alguém.
O que significa no final das contas: Quem eu deveria usar um post-it pra me lembrar disso ao invez de deixar o dinheiro ali.


Agora em cima do gabinete:

- Livro "O Inimigo de Deus" do Bernard Cornwell
O que quem vê imagina: Ateu!
A realidade: Livro é bom pacas! Bernard Cornwell é altos escritos!
O que significa no final das contas: Que eu gosto de ler!

- Livro "Deutsch: Warum nicht. Buch 2"
O que quem vê imagina: Nazista?
A realidade: Livrinho pra aprender alemão, de vez em quando brinco com ele
O que significa no final das contas: Acho alemão uma língua legal e pretendo aprender (direito) eventualmente

- Fone de Ouvido Skullcandy
O que quem vê imagina: Que bonitinho!
A realidade: É bonitinho mesmo, e bom pacas.
O que significa no final das contas: Esqueci ele ali, só uso mesmo em Capinzal.

- Carta de Magic com ilustração da Rebecca Guay
O que quem vê imagina: Nerd
A realidade: Sempre bom ter um marca página extra
O que significa no final das contas: Cartas de magic são bons marca paginas

- Embalagem de DVD virgem
O que quem vê imagina: "Taí o pq do marcador azul"
A realidade: Tem dentro um dvd q peguei emprestado da nale pra ver um filme que a Lígia me recomendou: "Gerry"
O que significa no final das contas: Que ainda não vi o filme

Embaixo da escrivaninha:

- Amplificador Fender
O que quem vê imagina: Toca guitarra!
A realidade: pff
O que significa no final das contas: Que o Dexter é gente fina e me emprestou o amp dele

- Joystick
O que quem vê imagina: Joguinhos!
A realidade: Joguinhos, mas não muito frequentemente
O que significa no final das contas: Que eu uso o computador como video-game.

É isso, chega.
Final das contas acho que isso funciona mesmo, só faltou uma pista de que eu faço computação.
Ah, tem um post-it no monitor dizendo
"- Estudar Org!
-Exercícios de Cálculo B"
Acho que serve.

That's all folks, ciao!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Questions Only

- Você ouviu?
- O quê?
- Será que tem alguma coisa do outro lado da porta?
- Que tipo de coisa?
- Uma pessoa?
- E por que diabos alguém estaria ali numa hora dessas?
- Não faz muito sentido, né?
- Não. Mas e se... não for uma pessoa?
- Co-como assim? O que você ta querendo dizer com isso?
- Você acredita em fantasmas?
- Fa-fantasmas?
- Acredita ou não?
- E eu la tenho cara de quem acredita nessas... ahm... coisas?
- Isso é um "não"?
- Preciso desenhar?
- Quer dizer então que se eu afirmar que o barulho é de um fantasma você não acredita?
- VOCÊ acredita?
- Você também não acreditaria se visse um com os seus próprios olhos?
- Quando é que você viu?
- No velório do nosso conhecido que trabalhava com seguros, lembra?
- O Mario?
- Não era Marcos?
- Ah, pouco importa, foi ele que você viu?
- Não, antes fosse, vi minha ex-mulher, acredita?
- Qual delas?
- A Kelly, lembra dela?
- Aquela que tinha um olhar de peixe morto?
- Nunca reparei, era tão evidente assim?
- Quando ela usava óculos mais parecia que estava dentro de um aquário. Mas enfim, você viu o fantasma dela então?
- Sim. Estranho, né?
- E o que ela queria?
- Você acha que eu fiquei la pra descobrir?
- Fugiu dela, é?
- Eu já não aguentava ela viva, você acha que eu ia aguentar o fantasma dela?
- Mas será que era mesmo o fantasma dela?
- Você não acredita em mim?
- Por acaso você tinha bebido nesse dia?
- Claro, faz parte do nosso pacto, esqueceu?
- Aquele que fizemos no segundo grau?
- E tem outro?
- "Juro encher a cara sempre que algum dos colegas aqui presente falecer, em memória solene de sua alma que permanecerá eternamente sóbria" Isso?
- Exato. A gente não prestava, né?
- E isso mudou?
- Nem um pouco! A propósito, o que acha de abrirmos essa porta de uma vez?
- Acho uma ótima idéia, não ouvi nenhuma movimentação, você ouviu?
- Nada. Pronto pra encher os bolsos?
- E precisa perguntar?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Decepção

Como diria o narrador do pateta: "Ah, a decepção..."
Quem é que nunca experimentou o seu gostinho amargo? Uns mais do que os outros, certamente; Outros MUITO mais do que uns, ou assim alegam.
O meu problema com esse negócio de decepção não é a decepção em si, mas a reação que as pessoas esboçam quando se deparam com ela.

É comum quando somos jovens "esperar demais" dos outros, esperar que eles não tenham defeitos ou que, pelo menos, não cometam erros quando se trata de algo que nos concerne. Daí um dos motivos porque os adolescentes vivem revoltados com Deus e o mundo. Principalmente com Deus, ou quer sinal de rebeldia maior do que se dizer ateu?

Eu arrisco a dizer que, não todo mundo que eu conheço, mas todas as pessoas que realmente importam pra mim já me decepcionaram de alguma maneira, desde algo ínfimo e quase imperceptível que vai embora tão rápido quanto veio até algo que vai durar a vida toda - ou até a memória começar a falhar. E imagino que seja mais ou menos assim com todo mundo, já que ninguém é perfeito, e quem não é perfeito tende a decepcionar os outros (modus ponens).

Bom, a maioria das pessoas não tem muitos problemas com isso depois que saem da adolescência, seja por se acostumar com as decepções ou simplesmente por não se importar. O problema está nas pessoas que fazem de cada decepção o fim do mundo; que, apesar de saberem que ninguém é perfeito, não aceitam ser vítimas de tal imperfeição alheia.

Só pra dar um exemplo, quantas vezes alguém já te falou que "só se fode" em relacionamentos? Eu canso de ouvir coisa desse tipo, e na maioria - veja bem, maioria - dos casos é a típica tempestade no copo d'água.
Poxa, se um relacionamento acabou, normalmente é porque deu merda, seja de um dos lados ou de ambos. Eu mesmo não consigo pensar em algum caso que eu conheça de relacionamento que terminou 100% "de boa". E daí isso acontece duas vezes com a pessoa (e na minha idade é difícil achar alguém que tenha tido mais do que dois relacionamentos sérios e relativamente duradouros) e ela coloca na cabeça que "só se fode".
Já sobre as pessoas que fazem tais dramas sobre pseudo-relacionamentos ou amores-de-carnaval nem vou entrar em detalhes, pois o despautério de tal atitude é demasiado exagerado.

O ponto que eu quero chegar é que tem gente que leva essas decepções tão a sério que passa a não confiar mais nas pessoas porque cansa de ser decepcionada; porque ninguém "presta". E me irrita o fato d'essas pessoas nunca se darem conta do problema, de que se TODO MUNDO decepciona elas então talvez, mas só talvez, o problema não esteja no resto do mundo, mas nelas mesmas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Chuvas de Setembro

Eu sei que a gente ainda não ta em setembro, mas chove como se fosse, e esses dias achei esse texto, que escrevi em meados de 2007 (ta, foi em setembro de 2007, mas eu queria usar a palavra meados). E como hoje ta nesse vento com chuva e algumas histórias dessa época foram desenterradas, achei que seria perfeito pra postar ele, até porque gosto dele, apesar do final dele me parecer meloso demais agora.
Aqui vai.


"Malditas chuvas de setembro.
Não tenho nada contra chuva, não me entenda mal.
Mas, em Setembro, e eventualmente em outubro também, elas tem o costume de vir acompanhadas de um vento gélido e imprevisível, fazendo com que a chuva venha, efetivamente, de baixo.
E, quando digo "de baixo", quero dizer que ela vem de todos os lados, e não importa mais para onde eu aponte o velho guarda-chuva, molhar-se é uma certeza.
O guarda chuva acaba virando um brinquedo, quase uma pipa ou um aviãozinho, que exige muita destreza do usuário se este não quiser ver o seu fiel companheiro de pano e metal ser violentado pelo vento. O melhor mesmo seria guardá-lo, mas perder-se-ia então o melhor dos escudos contra os motoristas imprudentes, inconscientes ou de má índole, que passam velozmente pelas poças d'água, literalmente lavando calçadas, muros e tudo o mais que estiver em cima destes, o que normalmente inclui pessoas. No caso, hoje, incluiu a mim.
As pessoas tendem a ficar iradas, estressadas, revoltadas ou até mesmo chateadas com esse tipo de coisa. Não as culpo. Ninguém realmente gosta de ser molhado numa situação dessas.
Nem eu.

Na verdade, eu costumo ficar revoltado com esse tamanho desrespeito, responsável por eu chegar em casa com as calças e a jaqueta molhados. Em qualquer outro dia, eu teria me revoltado, mas não hoje.
Os carros passavam, eu sentia a água gelada respingar na minha roupa e atravessá-la lentamente, e não me importava. Até mesmo ria.
Porque quando se está feliz, nada mais importa.
Quando se ama, o mundo pode desabar, não importa.

Mas às vezes, quando você menos espera, a felicidade é arrancada de você. Quando tudo parece estar perfeito, os sonhos viram pesadelos, o paraíso se transforma no inferno, e você passa a sentir aquele frio da chuva, antes mascarado pela felicidade.
Então, foi tudo mentira? Aquela felicidade foi vã?
Acho que não.
Ou melhor, tenho certeza que não.
Se ela me manteve quente enquanto a água fria castigava o meu corpo;
Se ela me manteve sorrindo enquanto meus pés estavam molhados;
Se ela me levou, por algumas horas, a estar mais próximo do meu amor;
Então ela foi real.
Ser feliz não implica no motivo da felicidade ser concreto.
Enquanto houver amor para alimentar a esperança;
Enquanto houver esperança para alimentar a felicidade;
Nada poderá separar duas almas apaixonadas.
Elas ficarão juntas, para sempre, como o Vento e a Chuva de setembro."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rodoviária

Odeio esperar em rodoviária.
Não só rodoviária, a lista vai desde fila de banco até andar de circular.
Eu costumava ficar até bravo com isso, porque sentia que estava "perdendo tempo" que poderia ser muito melhor aproveitado fazendo algo produtivo. Bom, esse sentimento não mudou, ainda acho um puta desperdício de tempo, mas como essas são situações que eventualmente a gente acaba sendo obrigado a enfrentar eu tentei arranjar um passa-tempo, e o mais divertido que achei foi ficar observando as pessoas e tentando adivinhar o que elas estão pensando ou simplesmente analisando elas.

Por exemplo agora, tem um cara cerca de um metro e meio à minha frente, de costas pra mim, lendo um cartaz sobre "direitos e deveres dos passageiros". Ou ele está muito entediado ou é bixa e o cartaz é um difarce pra ele ficar olhando pro caixa da Unesul Transportes. Aposto mais na segunda opção, ele tem um jeitinho assim que faz a gente desconfiar.
Uns cinco metros à minha direita tem uma mulher mal encarada, também de pé, que sempre que olho, ta me olhando com uma cara feia. Não sei se ela não foi com a minha cara ou se é mal comida mesmo.

Rodoviária incrivelmente cheia hoje, incrível pra uma terça-feira as 23h.
Agora a pouco tinha uma bunduda parada aqui na minha frente, mas sumiu-se; Coincidentemente sumiu também o cara que tava "with lasers" na bunda dela. (Acabei descobrindo posteriormente que a bunduda trabalha ali na Eucatur, agora, quem diabos vai trabalhar na rodoviária com uma calça super justa e uma botinha com salto agulha de 10cm!?)
Uma mulher acabou de pedir pra eu tomar conta da mala dela. Ela veio no mesmo onibus que eu de Capinzal, e vai pra Florianópolis, mas vai no leito porque tem que trabalhar de manhã e se for com outro ônibus chega muito cansada, ou pelo menos foi isso que ela falou quando foi comprar a passagem la em Capinzal (e la estava eu sentado sem nada pra fazer, por isso captei tal informação inútil).
Tenho que cuidar pra ver quando ela volta, vai que ela vê que escrevi dela aqui. Se isso aqui não fosse Brasil eu ia começar a falar sobre a possibilidade de ter uma bomba na mala, mas em se tratando de meio oeste catarinense acaba perdendo a graça.
Ops, ta vindo, vou fingir q to fazendo outra coisa.
Deu.
Agora, queria saber porque ela pediu pra eu cuidar da mala, eu não ia pedir pra alguém distraído com um notebook cuidar da minha mala. Se bem que olhando pra cara das outas pessoas por aqui, eu também preferiria deixar aos cuidados de alguém com cara de nerd do que alguém mal encarado, pra não dizer outra coisa.

Todo mundo fica olhando as capas das revistas da banca - que está fechada - é o ponto alto da rodoviária. Tem um cartaz enorme do "Cudíntia", tricampeão da copa do Brasil, como se fosse grande coisa...
Tem aqui, em algum lugar dessa rodoviária, uma menina que estudava comigo. Ela tava no ônibus que veio de Capinzal também, mas eu não tinha visto ela direito e nem cumprimentei. Agora tenho certeza que é ela, mas que se foda, não vou cumprimentar, nunca fui com a cara dela mesmo.
Sempre tem aquela pessoa com a MAIOR cara de bandido, e agora essa pessoa passou na minha frente, deu uma olhadela na banca e continuou seu caminho analisando as incríveis (duas) vitrines da rodoviária. Não sei se essas pessoas já nascem assim com cara de marginal ou se gostam de se apresentar como tais; De um jeito ou de outro, prefiro manter distância.

A 8 horas (direção, não tempo) tem uma mulher gorda vestida de roxo dando conselhos ao filho, adolescente revoltado ao que tudo indica, com cabelo meio crescido e boné cobrindo os olhos.
A 9 horas, porém bem mais distante, tem um grupo de adolescentes barulhentos, ou melhor, barulhentAs, pois são 4 fêmeas e um moleque. O moleque quer parecer macho, usando aquelas correntes enormes no pescoço e fazendo pose de galã. Acho que ele deveria se livrar da franjinha antes de tentar denovo, só pra começar.
O gordo com camisa verde-claro-demais fica balançando em pé, com as mãos no bolso, como se fosse um daqueles "João-Bobo" ou "João-sem-braço". To aqui na expectativa pra ver se ele cai ou não...
E la vem o bandido denovo, mascando um pedaço de capim imaginário.

Finalmente começou a esvaziar essa rodoviária!
Acho que vou trocar de lugar, ir do lado do bebedouro onde tem uma tomada, pra garantir que tenha bateria suficiente pra boa parte da viagem, só que daí vou acabar ficando de frente pra tal guria q estudava comigo, vou dar um pseudônimo pra ela: Nita.
Pronto, agora minha bateria não corre mais perigo, e consegui sentar de modo que o lixo impede o contato visual com a Nita. Mas, que ta meio gelado esse chão, isso tá. Uma hora atrás o relógio lá fora informava 14 graus, agora deve estar em 13.
Bom, sentado aqui só consigo ver a estátua de Jesus Cristo crucificado e o cobrador da reunidas escorado embaixo dela, então melhor dar por encerrado esse texto, até porque já é muita coisa inútil num post só.
Meia hora antes do onibus chegar, aproveitar pra ver um episódio de Who's Line it Is Anyway, Ciao!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Escolhas


Segundo um certo filme que me agrada, o maior presente que Deus nos deu foi o livre arbítrio, também conhecido, informalmente, como "capacidade do ser humano de se foder das mais inimagináveis formas possíveis devido às suas cagadas".
É claro que nem todas as escolhas tem o mesmo "peso" na vida das pessoas, estima-se - e por estima-se entenda: o que EU acho razoável - que no caso de uma vida não muito fora do comum (sem pormenores nessa parte) o número de escolhas que vão afetar em grande escala a sua vida não passe de meia duzia, efeito borboleta à parte.

Eu, por exemplo, considero que só tomei até hoje uma decisão desse calibre, que foi escolher o meu curso de graduação e a universidade. Tudo bem que fiz vestibular em mais de um lugar e pra cursos diferentes, então ficou meio na mão no destino, mas enfim, eu poderia muito bem estar em Curitiba cursando engenharia mecânica, mas ainda bem que não estou. Também não tenho certeza se escolhi o curso certo, mas fazer o que.

Já os meus pais fizeram várias decisões de grande impacto na minha vida, por exemplo ter se mudado para o Mato Grosso do Sul quando eu tinha 4 anos, mudou uma boa parte da minha infância (e todos sabem que a infância é a morada de todos os traumas que você vai descobrir que tem quando fizer uma visita ao psicólogo). Mais importante ainda foi a decisão dos meus pais de voltar para Capinzal, nem quero pensar o que seria de mim morando naquele lugar. Que me desculpem meus parentes que moram lá, mas odeio aquela cidade. Sem falar que se eu estivesse lá não conheceria as pessoas que conheço e
não teriaos amigos que tenho. Claro que eu teria amigos, mas duvido que eles fossem melhores que os que tenho agora. E como se isso não bastasse, Capinzal apavora!

Então tudo bem, vocë pode mudar a sua vida, fato. Para melhor ou para pior, a escolha é sua, mas na maioria das vezes vocë só vai descobrir quando for muito tarde. Por outro lado, algumas coisas vocë não pode mudar (e o mundo é uma delas, por incrivel que pareça muitas pessoas não tomam conhecimento do quão inviável é esse feito. E não me venha com aquela "é inviável porque tem gente que pensa como você", pior argumento, tira essa camiseta do Che e pensa num melhor) por exemplo: você mesmo.

Cheguei a essa conclusão recentemente quando uma pessoa disse que eu mudei e eu fiquei pensando (pra não dizer refletindo porque não gosto da palavra, pra mim quem reflete é espelho) sobre o assunto.
Antes de inferir qualquer coisa mais, gostaria de salientar que esta, assim como tudo mais que eu posto aqui, não é (ou melhor, eu não creio que seja) uma verdade absoluta. Ou, como diria um sábio Capinzalense: "Essa é a minha verdade, pode não ser a sua verdade, pois existem três tipos de verdade: a minha verdade, a sua verdade e a verdade VERDADEIRA."

Uma pessoa nunca muda sua verdadeira natureza, muda no máximo seu comportamento (por mais RPGistico que isso possa soar para alguns), ou seja, o seu rótulo. É normal a pessoa adaptar o seu comportamento para se adequar a certas situações enquanto isto a convier, por exemplo alguém que age como "machão" quando tem alguma guria por perto.
Por exemplo uma pessoa que não acredita em Deus e se converte subitamente, ninguém passa a acreditar em algo tão grande assim do nada. Das duas uma: ou ela sempre acreditou e não admitia, ou está fazendo papel de falso fiel, seja la qual for o motivo.

Mas então sempre tem aquele que diz "Eu não acredito em Deus, mas se ele aparecesse no meio das nuvens e dissesse que existe eu passaria a acreditar". Bom, dai não é que você não acredita na existência Dele, você admite a possibilidade de que ele exista (ou não) perante uma "prova".

Certa vez uma pessoa que significava muito pra mim disse que tinha mudado, que tinha passado a ser outra pessoa, e na época eu concordei com isso, mas agora eu vejo que continuei sendo o mesmo, essa "outra pessoa" que eu me tornei é o que eu sempre fui, mas não tinha coragem - na falta de uma palavra melhor - de ser pra agradar (ou deixar de magoar) certas pessoas. Não que eu tenha parado de fazer isso, provavelmente eu continue fazendo pro resto da minha vida, é como um freio que você vai soltando aos poucos.
Se você discorda tente pensar em como você agia (ou age) quando esta(va) com a sua namorada, possivelmente você vai perceber que acaba(va) se reprimindo para que as coisas corram mais suavemente.

Não acho que isso seja um defeito, todo mundo faz isso, muitas vezes com boa intenção e
as vezes mesmo por necessidade.
Meu ponto não é se isso é bom ou ruim, é simplesmente dizer que as pessoas, lá no fundo, não mudam nunca.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O Limão e a Laranja

Há quem diga - seja por superstição, crença ou apenas pra fazer os outros se sentirem melhor - que toda laranja tem sua metade (Como ou porque a laranja foi dividida, é algo que não nos concerne).
Mas nem sempre é possível achar a tal metade da laranja, as vezes ela pode estar muito longe ou talves - bate na madeira - ela já tenha virado adubo. Então o que fazer? Bom, sempre tem outras frutas por aí, limão, por exemplo.
Eu gosto de limão. Quem não gosta?
Tudo bem, há quem prefira passar a vida toda sendo uma meia-laranja ou então tem aqueles - e eu nem gosto de falar muito nesse caso - que gostam mais de pepino.

Mas, voltando ao que interessa: Limão.
Limão é bom; azedinho ou docinho; na caipirinha, no suco e até junto com o gelo na coca-cola (com Tequila também, para os mais bêbados).
Então porque não ficar com um limão, se é tão mais fácil de achar do que uma laranja?
Nada te impede, mas tem algumas coisas que você vai acabar descobrindo mais cedo ou mais tarde. Ás vezes você acaba se impressionando com o quão doce e lindo um limão pode ser, mas mesmo que ele tenha o mesmo tamanho, formato e cor de uma laranja, ele não vai deixar de ser um limão.
A verdade é que um limão nunca vai ser tão bom quanto uma laranja.
Limão é azedo, Laranja não.
Limão enjoa, Laranja não.

Pode ser até que você confunda o seu limão com uma laranja, afinal, como você vai reconhecer uma laranja se nunca viu uma?
Mas, para o bem ou para o mal, tem uma maneira bem fácil de descobrir se o seu limão é uma laranja. Se pergunte se alguma vez você quis a laranja (ou limão, nesse caso não importa muito) de outra pessoa, se alguma vez você desejou que a sua "laranja" fosse diferente do que ela é, se alguma vez você preferiu que outra laranja ocupasse o lugar da sua. Se alguma das respostas for "sim", então meu amigo, você tem um limão nas mãos (provavelmente um limão e tanto, já que foi difícil perceber que não era uma laranja).

Então você começa a olhar pros lados, procurando por alguém com cara de Laranja, mas vê apenas caras-de-melão, caras-de-jabuticba ou, na melhor das hipóteses, caras de limão. Você começa a se questionar se a outra metade da sua laranja existe, se você algum dia vai encontrá-la. E se você arranjasse um limão, só por enquanto, até encontrar sua laranja?
Não faria mal algum, faria?
Ou você não conseguiria viver sabendo que iriá chegar um dia em que você terá que espremer esse limão pra dar lugar à laranja?
A verdade é que, não importa quão doce o suco do limão, ele não vai matar a sua sede por suco de laranja.

Você pode dizer que nunca vai provar suco de laranja, pra não ter esse problema, afinal você já cansou de ver pessoas em maus lençóis por causa dessa história de laranja.
Mas não tem como.
Não que isso seja uma coisa ruim, muito pelo contrário.
É claro que, eventualmente, laranja pode te dar dor de barriga. Você pode acabar ficando algum tempo (ás vezes muito tempo) sem a mínima vontade de sequer ver uma laranja na sua frente. Mas você sabe (e se ainda não sabe, vai descobrir) que um dia isso passa, e então você vai se ver, novamente, saboreando o inigualável suco da laranja.

domingo, 10 de agosto de 2008

O Ser Humano Perfeito

Que tal se você pudesse programar o ceu cérebro como você bem entendesse?
Passar a gosta de matemática, pra não ter mais problemas na escola/universidade;
Não gostar mais de peixe, pra não precisar ficar tirando as espinhas antes de comer;
Não pensar mais em coisas tristes, pra estar sempre feliz;
Passar a gostar de calor, pra não reclamar mais do clima do seu país/cidade;
Não gostar mais de menininhas com roupa listrada, pra.... bom, já deu pra entender.

Isso poderia acabar salvando a sua pele eventualmente. Por exemplo, imagine que você, seja lá como for, acabou perdido numa ilha deserta.
Você pode passar a gostar de peixe crú, frutos tropicais e cocos - mas não folhas, afinal estamos falando em reprogramar o cérebro, não o etômago - , facilitando assim a sua sobrevivência.

Melhor ainda, que tal parar de se importar com as outras pessoas? Parar de se importar com os sentimentos delas e com o que elas vão pensar a seu respeito.
Não ia ser ótimo? Afinal, todo mundo se importa com o que os outros pensam.
Claro que sempre aparece aquele cara descolado ou aquela menina "revoltada" pra dizer "Eu não to nem aí pro que os outros pensam".
Bullshit.
Você pode até não se importar com uma coisa ou outra, mas alguma coisa importa, certamente. Se não fosse assim, você não compraria mais roupas novas, por exemplo.

Você poderia, também, parar de se importar com todos os problemas, os seus e os do mundo.
Chega de fome, guerra, desgraça, prova de biologia, traição, pobreza, pagode, doom metal, domingão do Faustão e tudo mais que te desagrade.
No final das contas, iríamos virar um ser perfeito, sem problemas, sem falhas, feliz.
Ou não.
Um dia um amigo me falou que achava que se todos fôssemos robôs, corretamente programados para fazer a coisa certa, o mundo seria melhor, porque não teria fome, crime e tudo o mais de ruim.
Tá, o mundo seria um lugar melhor, mas pra quem? Pra nós é que não.
Afinal, a vida não teria graça assim. As coisas ruins são justamente pra isso, pra mostrar o contraste e diferenciar o que é ruim do que não é.
Jhonnie Walker não seria um bom whisky se fosse o único, seria apenas whisky.

Agora é quela hora que o autor do texto diz que o ser humano é uma criação perfeita e tudo mais..... NOT!

O ser humano só não tem mais defeitos graças aos polegares opositores e a baixa incidência de pêlos no corpo (essa segunda não é válida para 100% dos casos), nunca vai ser perfeito, e isso é que deixa a vida divertida.
Então não tente esquecer os seus problemas, não tente ser o que você não é, porque você não vai conseguir. Tende lidar com as coisas como elas são, e se não conseguir, engula tudo e se tranque no seu mundinho ou se mate, senão é capaz de, daqui a alguns anos, estamparem a sua cara feia em camisetas vermelhas e venderem por aí.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Cinco razões para você (não) cometer suicídio

Se você se interessou por esse título, das duas uma:
a) Você, assim como eu, despreza auto-ajuda e acha que ela não serve para nada a não ser dar risada.
b) Você tem problemas. Sinceramente, se a idéia de se matar já passou pela sua cabeça em termos sérios - influências de Nirvana e afins não estão inclusas - então tem alguma coisa errada com você.

Então você pode me chamar de "Constatador do Óbvio" e dizer: "Claro, se eu quero me matar é justamente porque tem algo errado comigo". Mas não é bem assim.
O objetivo disso aqui não é dissuadir ninguém do suicídio, então se era por isso que você estava lendo, pode parar por aqui e ir cortar os pulsos em paz.

Nada contra quem comete suicídio, acho muito justo que uma pessoa se sinta no direito de acabar com o próprio sofrimento, afinal se tudo ao seu redor da errado e ninguém se importa com você, de que vale continuar vivendo?
O meu problema é com as pessoas que não cometem suicídio.

Pense um pouco: quantas vezes você já ouviu alguém dizendo que vai se matar? Essas pessoas adoram fazer drama, posar de sofredores, injustiçados, maltratados ou algo que o valha. Chega a ser uma espécie de egoísmo - ou mesmo ignorância - da parte delas achar que todo o resto do mundo é feliz enquanto elas sofrem.
Quem é que nunca sofreu uma grande decepção?
Quem é que nunca teve o coração partido?
Quem é que nunca perdeu algo importante?
Se todo mundo fosse se matar por coisas desse "naipe" a raça humana entraria em extinção num piscar de olhos.

Mas tudo bem, a grande maioria das pessoas nunca chega a se matar, justamente porque bem lá no fundo elas sabem que querem continuar vivendo e que só estão fazendo uma "ceninha" pra ver se alguém se compadece. Elas sabem que estão se enganando.
Aparentemente isso é o que mais se nota nos seres humanos em geral: eles estão sempre se enganando com alguma coisa.

As pessoas pessimistas, por exemplo. Me enraivece essa mania de "ser" pessimista. Vem o fulano e me diz que prefere ser pessimista, já assumindo de antemão que o pior vai acontecer. Assim, se de fato acontecer, ele não vai ser surpreendido, e se não acontecer, ele sai no lucro.
Me desculpe, mas não é bem assim que funciona.
Primeiro, se você realmente assumir o pior, vai sofrer por antecipação, e isso ao meu ver não é lucro nenhum.
Segundo, se você está pensando desse jeito, provavelmente não esteja sendo realmente pessimista.

Mais um exemplo, pra explicar essa segunda hipótese, todo mundo já deve ter ouvido essa, o cara chega e diz: "Prefiro pensar que tirei uma nota baixa na prova, daí se eu for mal mesmo, eu já sabia, e não vou ficar triste. Se eu ficar pensando que fui bem é capaz de ter ido mal e me ferrar depois".
Sinceramente, isso não é pessimismo, é no máximo "Otimismo Enrustido" ou "Pseudo-pessimismo". No fundo você está pensando algo do tipo: "Acho que tirei um 7, mas prefiro pensar q tirei um 3, daí eu fico feliz até se tirar um 5, que foi o que eu provavelmente tirei."
Claramente é uma forma de você tentar fugir da realidade, você enterra o que realmente sente e molda essa nova opinião mais "lucrativa". Mal sabe a maioria das pessoas que se cavarem só um pouquinho mais vão achar o otimismo que sempre esteve ali.

É natural do ser humano ser esperançoso, e ninguém vai te crucificar por causa disso.
Também é natural do ser humano ter medo da verdade e de expor os seus sentimentos, mas vai de cada um pensar a respeito e ponderar o que vale mais a pena.

E é aí que mora o problema, porque a maioria das pessoas nunca para pra pensar nessas coisas, ou quando para já é tarde demais, então elas passam o resto da vida sofrendo por antecipação, choramingando e fazendo cicatrizes nos pulsos.

sábado, 12 de julho de 2008

O problema das pessoas é que elas se acomodam.
Não to falando só daquele cara que, depois de ir duas vezes na tua casa, já ta abrindo a geladeira e tomando a tua cerveja ou do cara que já vai enfiando a mão no teu pacote de salgadinho antes de você oferecer, as pessoas se acomodam de muitas outras maneiras, algumas bem mais graves que essas.

Por exemplo, vamos imaginar que você ache uma coisa que te deixa feliz. Conforme o tempo passa você vai gostando cada vez mais dessa coisa, até que chega um ponto em que você não consegue mais imaginar a sua vida sem ela. Então é isso: o céu fica mais azul, as flores mais bonitas e você está muito feliz.

Aí que vem o problema: você se acomoda com essa felicidade. Depois de um tempo, o que antes era novidade passa a ser rotina. Soa patético, não? Como diabos alguém se "acomoda" com a felicidade a tal ponto? De qualquer modo, o fato é que acontece.

Então você, achando que não está mais feliz, decide se livrar da coisa.
Você ainda pensa algumas vezes antes de fazer isso, afinal você ainda gosta muito dessa coisa.
Mas, no final, você se livra dela.
O fardo que pesava nos seus ombros some, tudo está bem novamente.
Faz sentido, não? Se você acha que algo atrapalha a sua felicidade, nada mais justo do que se livrar dela e, quem sabe, arranjar uma nova. Faria ainda mais sentido se o ser humano nunca se enganasse, se ele estivesse sempre ciente dos seus sentimentos.

Novamente o tempo passa - as vezes menos tempo do que você imagina - e você começa a se questionar se fez a coisa certa, até chegar a derradeira resposta: você cometeu um erro.
Mas, como assim? Se aquilo não estava te fazendo feliz, por que foi um erro?
Aí que você percebe que estava, sim, feliz. Agora que você está triste o contraste parece tão óbvio que você não acredita que não percebeu antes.
Você se amaldiçoa, se arrepende, se odeia.
Você está tão afundado na própria miséria que não consegue ver nada com clareza.
E agora, o que fazer?

Será que... não.
Mas... não.
E se... você conseguisse essa pess... coisa de volta?
Mas como?
Falta coragem.
Coragem pra superar o orgulho e voltar atrás.
Será que você não consegue mesmo se acostumar sem essa coisa?
Você está disposto a se acomodar com essa situação?
Talvez você deva pensar mais no assunto.
Mas, e se nesse meio tempo outra pessoa achar a sua coisa? O que você faria?
Não há muitas opções, infelizmente:
a) Você pode tentar encontrar outra coisa que te faça tão feliz quanto a sua, embora isso pareça impossível.
b) Você pode deixar o tempo passar, se acomodar com a situação e torcer pra encontrar a sua coisa novamente no futuro.
c) Você pega a sua coisa de volta. Afinal, você sabe que ela vai sempre ser sua.

De um jeito ou de outro, erros foram cometidos e marcas permanecerão.
Basta apenas decidir se vale a pena se acomodar, ou não.

(Se você estava lendo este texto esperando por uma resposta no final, bom, me desculpe. Lhe concedo o direito de odiar o texto, o respectivo autor e o blog em questão. Mas, se o fizer, odeio também "O Código Da Vinci", do Dan Brown, porque é exatamente isso que ele faz no livro.)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sessão da Tarde - Parte I

Odeio macacos.
Símios em geral, todos merecem morte lenta e dolorosa. Pensando bem, é melhor que tenham uma morte instantânea (ainda assim dolorosa) para que sumam de uma vez da face da terra.
Me enoja ver um chimpanzé revirando os lábios e mostrando aquele sorriso asqueroso, bem como a cara preta e feia de um gorila ou mesmo o pêlo que cobre o corpo dessas miseráveis criaturas (exceto a bunda, em alguns casos).
Agora, um coelho pra quem responder essa: O que é pior do que ver um símio no zoológico?

Tá bom, tem várias respostas, como "Saber (ou achar) que descendemos deles", mas acertou quem disse/escreveu/pensou "ver um macaco num filme". E que lugar melhor pra isso do que a sessão da tarde?
Merece um tiro o infeliz que teve a idéia de colocar macacos em filmes, porque ele certamente deixou mais miserável a vida de muitas pessoas.
Mas isso não acontece apenas com os símios, existem outras criaturas que compartilham o meu repúdio e que são motivos para filmes horríveis. Portanto, resolvi dividir o assunto em três posts, aqui vamos nós então para o primeiro colocado na categoria "Tipo de Filme Escroto": Filmes de Macacos.

Congo - (1995)
















Basicamente é sobre um bando de macacos cinzentos que conseguem se esquivar de tiros de metralhadoras automáticas, enganar sistemas de segurança e alarme avançados, arrancar o coração de alguém com as mãos/patas e ser mais inteligentes do que os cientistas que invadiram o território.
Como se isso não bastasse para estragar uma história, ainda há outros elementos brilhantes, tais como um macaco (macacA, na verdade) que é amiga dos cientistas e consegue falar com a ajuda de um aparelho bizarro. No final das contas os cientistas acham uma mina de diamantes dentro de um vulcão, usam os diamantes como "combustível" da poderosa arma laser e fazem picadinhos de muitos macacos cinzentos; Fogem do vulcão (a esta altura em erupção), deixando que o núcleo malvado dos cientistas vire saco-de-pancada-de-macaco-cinza e usam o diamante gigante (que era o real motivo da exploração àquela floresta africana), combinado com a arma, para salvarem suas peles (não me lembro exatamente como, acho que eles destroem um satélite ou mandam um sinal, whatever, sucks anyway).


King Kong - (1976)


















O que é pior do que um macaco?
Certo, cem macacos. Ou um macaco cem vezes maior.
Acho que essa é única versão do filme que eu vi (ainda não tive coragem de ver o novo), e faz um bom tempo, então não me lembro dos detalhes, mas apesar de ser uma grande bilheteria acho horrorosa a idéia de um macaco gigante vandalizando New York, levando chumbo do exército e, pior de tudo, "se apaixonando" por uma mulher.
Se não me engano tinha uns índios toscos no começo também, da Ilha que nasceu o king Kong ou algo que o valha.
Bom, pelo menos a mulher era bonitinha.


Mighty Joe Young - (1998)



















Tá, esse eu não vi inteiro, confesso, só os 10 minutos iniciais ou algo que o valha, mas um filme sobre um gorila cujo nome é Joe, que tem como amiga a Charlize Theron e acaba "fazendo muitas loucuras" solto em Los Angeles não pode ser bom.


Planet of The Apes - (1968)























Eis o campeão.
Acho que, depois dessa imagem, nem preciso falar muito, porque ela ultrapassa quaisquer limites que pudessem existir no que concerne à Filmes de Macacos.
Nunca cheguei a assistir esse filme (ainda bem!), apenas sua versão de 2001, que não é dos piores (exceto pelos macacos).

Por hoje é só, espero desta vez não ter destruído os sonhos de ninguém (e se tiver, que pena, mas você mereceu, afinal tem a ver com símios).
Tenham uma Boa Noite! (O que é meio difícil, depois dessa última imagem)

Ciao!